Destino, humilhação e direito
Ainda existe algum sentido para o direito tal e qual na filosofia jurídica contemporânea? Pensando a emergência desse direito no Ocidente, entre os juristas romanos, como a continuidade de um ambicioso projeto civilizacional iniciado com os poetas gregos para aliviar o sofrimento humano diante da fragilidade da vida, somos constrangidos a perguntar se essa específica concepção da vida boa ainda é imprescindível. Ouvindo no limite o testemunho narrativo dos poetas do sertão brasileiro, o autor percebe que ali a prática jurídica é reduzida a um pormenor da cultura, mas reconhece que tal distanciamento da compreensão do direito como uma praxis inconfundível é uma oportunidade, deveras plausível, de imaginarmos outros mundos e o florescimento de nossas vidas.
