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Live celebra 30 anos de “Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira”

Programação inclui Helena Theodoro, Janice Sena e Mestre Moraes em mesa mediada por Kleyson Otun Elebogi

Em 1989, Marco Aurélio Luz concluía e apresentava sua tese de doutorado no âmbito da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): “Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira” tinha 1.042 páginas (organizadas em 2 volumes) de uma pesquisa inaugural no brasil sobre a temática. Incentivado por amigos acadêmicos, Luz investiu na ideia da transformação da tese em um livro e, em 1995, o livro seria lançado pela Edufba, que tinha apenas 2 anos de existência. Antes disso, recebeu uma negativa de uma grande editora que inicialmente apresentou um parecer favorável à obra: “negros não leem!” justificaram, alegando que a obra seria inviável economicamente.

30 anos depois, Agadá contabiliza 337 citações apenas no Scielo Livros e influência em diversos programas de pós-graduação na área de comunicação da UFRJ, UFF, UERJ, na área de Educação da UNEB e da UFBA. No dia 20 de Agosto, a Edufba inicia uma programação de celebração desses 30 anos de história e legado com a live "Agadá: tempo de celebrar a colheita” em seu canal de Youtube, às 17h, sobre a contribuição da obra na abordagem da dinâmica da civilização africano-brasileira nas ciências humanas, sociais e da educação após 30 anos.

A programação reunirá intelectuais como os professores doutores Helena Theodoro (escritora considerada primeira doutora em filosofia negra brasileira), Janice de Sena Nicolin (fundadora da Associação Artístico-Cultural Odeart ODEART) e Pedro Moraes (Presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho), o Mestre Moraes, em uma conversa mediada pelo Prof. Dr. da UFRB e fotógrafo Kleyson Otun Elebogi.

“Agadá” foi uma das primeiras obras acadêmicas a abordar as instituições das tradições africanas no Brasil, seu universo de valores e linguagens, se tornando alicerce para diversos estudos e pesquisas de muitas gerações nas universidades brasileiras. A singularidade da abordagem evidencia-se na ruptura com os limites positivistas, valorizando as narrativas do mito da tradição africana como fonte de saber universal e atemporal. O livro abre a percepção do/a leitor/a para a pujança do continuum da civilização africana antes e durante o período colonial e neocolonial.

A live pode ser acessada através do link bit.ly/agadalive. Os espectadores podem clicar em "receber notificação” para serem lembrados do evento através do e-mail associado a suas contas do Youtube.

SERVIÇO
O que: Live "Agadá: tempo de celebrar a colheita”
Quando: 20/8/2025
Onde: Canal da Edufba no YouTube bit.ly/agadalive

 

Data: 
quarta-feira, 20 Agosto, 2025 - 17:00

Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira (5ª edição)

A obra traz informações sobre as instituições das tradições africanas no Brasil, seu universo de valores e linguagens. Além disso, destaca-se o funcionamento das políticas do Estado eurocêntrico e seus desdobramentos no decorrer da história. A singularidade da abordagem evidencia-se na ruptura com os limites positivistas, valorizando as narrativas do mito da tradição africana como fonte de saber universal e atemporal. O livro abre a percepção do/a leitor/a para a pujança do continuum da civilização africana antes e durante o período colonial e neocolonial. Dessa forma, possibilita perceber o negro como sujeito coletivo da história, que infere diretamente no fim do tráfico e da escravatura, além de repor nas Américas sua comunidade baseada em valores, linguagens e formas de sociabilidade das diversas tradições socioculturais.

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